Não é a primeira nem será a última vez que alguém morrerá após uma cirurgia estética. Complicações cirúrgicas, erros médicos e quaisquer coisa do tipo sempre vão existir, elas até podem ser efetivamente minimizadas, mas não pode se garantir cem por cento de acerto sempre.
Algumas medidas por parte dos pacientes e médicos são fundamentais para a minimização deste percentual. Uma delas, de fato, é saber escolher o seu cirurgião e sua clínica. Cirurgias baratas demais e clínicas clandestinas podem sair muito caro. Em geral, quando ouvimos casos como este da modelo, candidata a miss, tão repercutido, é o que acontece.
Também de maneira genérica, em busca pela audiência, a mídia tende a colocar o médico e a cirurgias como responsáveis, antes mesmo de um laudo efetivo. Esse posicionamento vende muito mais. O que acontece é que nem sempre é assim. Quando médicos fazem recomendações pré e pós-operatórias eles as fazem por um motivo. Mas tem gente para quem a vida é menos importante do que a aparência, gente que, geralmente, pensa que nunca vai acontecer com ele. Não bastasse não seguir as recomendações médicas, muitas pessoas ainda burlam o pré-operatório, fraudando-o ou omitindo informações ao médico.
Em qualquer site de clínica ou de cirurgião plástico minimamente sérios, você vai ler entre as recomendações pré-operatórias para evitar uma série de remédios, sobretudo os que afetam ao sistema circulatório. Nem um simples AAS deve ser consumido, e, em caso de gripe ou resfriado em até 48 horas antes da cirurgia, ela deve ser cancelada.
Para tabagista a recomendação não fumar nos 40 dias anteriores e posteriores à cirurgia e, mesmo assim, fumantes têm uma chance bem maior de complicações. Além de todos os males ao coração, oxigenação do corpo e à circulação, fatores naturalmente prejudicados em uma cirurgia, ele atrapalha absurdamente a cicatrização.
Bom sem isentar ao médico previamente, culpá-lo pela morte da modelo é como um bêbado culpar a azeitona pelo seu vômito após ingerir três litros de cachaça. Se medicamentos normais sofrem uma série de restrições, imagina anabolizantes veterinários? Imagina, então, alguém que faz uso desse tipo de medicamento e ainda fuma 3 maços de cigarro por dia. É uma bomba relógio no dia-a-dia, em uma mesa de cirurgia então...
De fato, operar alguém com essas características, se você sabe delas, é assumir um grande risco. De toda forma, o médico é a azeitona nesse caso.