O resultado da final ontem já estava
decidido há tempos. Em ardilosas negociações, complexas e obscuras chegaram à conclusão que a final deveria ser entre Alemanha e Argentina e que
os vencedores deveriam ser os alemães. Enquanto o mundo se preocupava com seus
afazeres, enquanto o Brasil se preparava para sediar a Copa do Mundo, trocada,
anos antes, pelo título de 98. Em uma grande sala de reuniões homens do mundo
inteiro se reuniam para decidir a final da Copa do Mundo.
Os homens grandes da FIFA entendiam que,
entre eles, o combinado seria apenas para quem chegaria à final. Dali por
diante eles preferiam que fosse decidido na bola, mas que, se houvesse um acordo
entre os dois finalistas, estaria tudo bem. Na mesa, apesar da insistência
do representante do Brasil, já estava decidido: A final ficaria entre Holanda,
Argentina e Alemanha.
A combinação era entre os mais
necessitados. Holanda, por ser um título inédito. Alemanha, que não ganhava há
24 anos e a Argentina que não ganha nada, nem Copa América, desde 1993. Chegaram
ao consenso que os holandeses poderiam esperar mais uns 8 anos, afinal eles nunca tiveram mesmo. Era a
vez de um gigante retornar ao topo do pódio. Então estava certo. A final seria
Alemanha e Argentina.
Todos se levantaram, se cumprimentaram e
fecharam o negócio. Quem ganharia a final, seria decidido no campo, ou mesmo
por um acordo posterior entre os escolhidos. Não era mais problema da FIFA ou
de ninguém mais. As confederações foram avisadas, os juízes também.
Todos saíam da sala satisfeitos com o
resultado da reunião. Entretanto, o representante da Alemanha bateu no ombro do
Argentino e o convidou para uma conversa reservada. Ali ele insistiu ao Argentino
que eles, alemães, deveriam ficar com o título. O Argentino, apaixonado por futebol,
negou. Não só uma, mas quatro vezes.
O alemão apelou. Foi ao Hermano, que
tinha um cargo inferior ao seu, e propôs:
- Eu renuncio ao meu cargo e convenço aos
outros que você deve ocupá-lo. Em troca, você vai à AFA e cede o título à
Alemanha.
- Combinado.
Isso tudo aconteceu nos corredores e
salas secretas do Vaticano. O representante Alemão se chama Bento. O Argentino
Francisco. E a Copa do Mundo foi trocada pelo Papado.
Essa teoria da conspiração é tão absurda
quanto todas as outras. O Brasil não trocou a Copa de 98 pela de 2014, nem
entregou nenhum jogo dessa copa por coisa alguma. Até porque, mesmo os mais
conspiratórios, que acreditam que existem terceiras intenções em tudo, jamais
poderiam imaginar que uma equipe patrocinada pela Nike, entregaria um jogo de
Copa para Adidas.
Não sejamos arrogantes. Estamos anos luz
de qualquer um de nossos rivais e nosso futebol é uma bagunça, que somos retrógrados, não temos treinadores e nossos jogadores não são mais tão bons
assim e que certamente não são os melhores. Se chegamos às semifinais foi
porque jogamos em casa e porque pegamos times com muito menos camisa.
Então parabéns à Alemanha, que investiu e
que jogou melhor. Enquanto nós estamos parados no tempo e em breve não seremos
mais os maiores campeões.