A Copa do Mundo se foi. E parece que
começou ontem. O mês voou e, à despeito dos 7 x 1 vergonhoso da seleção
brasileira, foi muito legal. Não só pelos feriados, pelos jogos ou pela
abstinência nos poucos dias sem partidas. O clima de Copa do Mundo foi o que tornou
este mês absolutamente inesquecível. E não me venham com o discurso piegas de
quem não sabe separar o que foi a festa popular da questão política. Sério esse
papo já encheu.
O estádio foi realmente para poucos, mas
as ruas não. E o que estava acontecendo nas ruas era muito legal, embora por um
período tão curto. Óbvio que as falhas existiram, não foram mil maravilhas, aconteceram alguns problemas, mas em qualquer evento desta magnitude, independentemente se
for realizado aqui ou na Noruega, vão acontecer algumas intempéries. Normal. O
saldo, porém, foi extremamente positivo.
Quando em sua história BH teve a chance
de receber tanta gente diferente? O mundo enfim descobriu a capital dos bares.
Sei que para a maioria dos negócios o período de Copa e a passagem dos
estrangeiros foi ruim ou irrelevante, mas para nós, como população, foi
excelente. O intercâmbio cultural, a integração e tudo o que a Copa tem de bom,
apesar da FIFA, do COL e do Governo.
Infelizmente o Conto de Fadas está
prestes a acabar. Nosso conto de fadas de um mês, que na verdade durou apenas
uns trinta segundos. A vida voltará ao normal. O fim dos feriados, ainda que
tácitos, o fim dessa integração, a volta à pseudo tranquilidade belo-horizontina,
a insegurança nas ruas, ao caos urbano, enfim tudo voltará ao normal.
Aliás, não voltará ao normal. Primeiro
porque muita cosia ficou protelada para o pós-copa e tem que ser posta em dia,
ou seja, o ritmo dobrará. Agora temos eleições e a vida também será
extremamente corrida rumo às urnas. Além disso, temos uma conta a pagar, uma
conta enorme e cara. Este é o preço que, com o valor agregado da volta à vida normal, que pgamos pelo mês de alegria, um mês atípico para todos os brasileiros e que foi
inexplicavelmente bom. A Copa das Copas foi aqui. E agora já sinto saudade do
maior evento que presenciei, mesmo sem ter ido in locu a nenhum evento oficial.