Hoje não vou ser nem polêmico nem mal humorado. O assunto hoje é triste. Qualquer ser humano, por pior que
seja, por mais inimigos que tenha, por mais ojeriza que tenha à algumas
pessoas, se ainda tiver algum resquício de humanidade, considera que algumas
coisas são indesejáveis até para o pior inimigo. E do hall das coisas que não
consigo desejar para o meu pior inimigo, talvez a principal delas seja um
bastonete de menos de 10 centímetros, com uma brasa na ponta e um idiota na
outra. Sim, não desejaria nem ao meu pior inimigo que ele fosse fumante. O que
dizer dos amigos.
Enfim, enquanto essa porcaria não
for proibida, a gente tem que aturar. Graças aos lampejos de bom senso, e até
por demanda social, não temos que aturar isso mais em ambientes fechados. Mas,
invariavelmente, quando vejo ou fico sabendo que alguém que eu considero coloca
essa porcaria na boca… Eu sei, é o livre arbítrio, cada um faz da vida o que
bem entender, não dá para fazer nada que não seja se chatear, torcer para que parem
mas, admito, é foda.
Esse bastonete infeliz, não torna
ninguém melhor, nem mais legal, tampouco mais aceito no grupo. Nada disso. Serve para viciar,
algo que se você não tem não interfere em nada na sua vida, mas quando se se
deixar levar, você se torna escravo. É um crack. E se ao pior inimigo eu não
desejo, o que eu sinto quando vejo alguém que realmente gosto fazendo
isso consigo mesmo, é incrivelmente ruim a sensação de impotência quando a gente vê
alguém com quem nos importamos fazer isso com elas mesmas.
A indústria tabagista, que tem um
dos maiores lobbies do mundo, e, por isso, ainda segue atuando, embora, aos
poucos, com a pressão social, cada vez menos, não interfere só na vida dos
fumantes. Até porque a vida de cada um de nós não é só nossa. No entorno de
cada fumante, tem um filho, um pai, uma mãe, um amigo, um marido, uma esposa,
sempre tem alguém sofrendo com a auto depreciação que as pessoas mal se dão
conta que fazem, em troco de um nada.
Mas, o que podemos fazer? É o
livre arbítrio. Eu, particularmente, acho que a maconha é menos problemática do
que tabaco, enfim… Espero que um dia esse bastonete maldito esteja extinto. Mas
enquanto isso, só posso torcer, desejar e pedir para que as pessoas parem. Quem
sabe algum dia eu consiga que ao menos uma pessoa goste mais de si mesma e
largue o vício?